A estratégia de remuneração define como o escritório distribui valor, direciona comportamento e sustenta o seu modelo de negócio ao longo do tempo.
Quando não há uma estratégia clara, a remuneração tende a seguir decisões pontuais. Isso gera distorções entre desempenho e reconhecimento, dificulta a retenção e reduz a capacidade do escritório de direcionar o time.
Uma estratégia consistente parte de algumas definições centrais:
- o que será efetivamente remunerado: produção, qualidade técnica, originação ou contribuição para a gestão
- como equilibrar curto e longo prazo na remuneração
- qual o peso entre desempenho individual e resultado coletivo
- como diferenciar níveis de senioridade e responsabilidade
Essas escolhas determinam o comportamento esperado e a lógica de evolução dentro do escritório.
Alinhamento com o modelo de negócio
A remuneração precisa refletir a forma como o escritório gera resultado. Escritórios mais dependentes de originação exigem modelos diferentes daqueles orientados à execução técnica ou à gestão de carteira. Sem esse alinhamento, o modelo perde capacidade de direcionar decisões e passa a apenas reagir ao desempenho.
Retenção como leitura de estrutura
A retenção está menos relacionada ao nível de remuneração e mais à forma como ela é estruturada. Profissionais permanecem onde conseguem projetar evolução, compreender os critérios e perceber consistência nas decisões. Ambientes em que a remuneração depende de ajustes pontuais ou negociações individuais tendem a gerar insegurança, mesmo quando os valores são competitivos.
O modelo de remuneração, nesse sentido, comunica ao time como o escritório reconhece valor e como espera que o desempenho evolua ao longo do tempo.
Se esse tema ainda não está estruturado no seu escritório, vale aprofundar. Aqui na BÓREA, apoiamos a construção de modelos de remuneração alinhados ao negócio, com critérios claros e capacidade real de direcionar desempenho.