Em muitos escritórios, o crescimento acontece apoiado na experiência e no envolvimento direto dos sócios. Durante um período, esse modelo funciona bem. As decisões são rápidas, a comunicação é simples e os próprios fundadores acompanham de perto praticamente tudo o que acontece na operação.
O desafio surge quando o escritório evolui, mas a forma de administrá-lo permanece a mesma. Aos poucos, decisões operacionais passam a depender sempre das mesmas pessoas, profissionais deixam de exercer autonomia e questões que poderiam ser resolvidas em diferentes níveis da organização acabam retornando aos sócios. O resultado é uma estrutura cada vez mais dependente da disponibilidade de poucos líderes.
Os efeitos desse modelo nem sempre aparecem de forma imediata. Com o tempo, tornam-se mais perceptíveis:
- decisões mais lentas;
- dificuldade para desenvolver novas lideranças;
- sobrecarga dos sócios com atividades operacionais;
- menor capacidade para pensar estrategicamente sobre o futuro do escritório;
- crescimento condicionado à disponibilidade de poucas pessoas.
Desenvolver lideranças não significa reduzir a participação dos sócios nas decisões importantes. Significa construir uma estrutura capaz de sustentar o crescimento do escritório com mais autonomia, previsibilidade e eficiência.
Quanto mais o negócio depende exclusivamente das pessoas que o fundaram, maior tende a ser o desafio para garantir sua continuidade e evolução.